Na tarde de 17 de julho de 2009 o compositor João Donato lembrou sua história para o importante projeto Depoimentos para a posteridade do Museu da Imagem e do Som. O roteiro, dividido em oito blocos, puxou da memória do artista desde suas lembranças mais antigas da música que era cantada em sua casa. “Quem é feliz canta”, declarou lembrando que aprendeu a tocar cavaquinho com o mestre de obras “mestre Antônio”, ainda no Acre. A gravação durou quatro horas, das 14h às 18h.
A mesa, escolhida pelo artista, foi composta por Joyce Moreno (cantora e compositora com talento nato para entrevistar), Antonio Carlos Miguel (jornalista), Tetê Moraes (documentarista) e Humberto Braga (produtor). A coordenação ficou com Rosa Maria Araújo e foi pautada por pesquisa de Aline Mendes Soares.
Divertido e pouco preciso com datas, Donato falou sobre sua temporada nos EUA, a história da bossa nova, seu flerte com o funk de James Brown, a colaboração com os tropicalistas até chegar ao seu legado e a influência das novas gerações, como a relação de com o filho Donatinho. Além de dados biográficos, Donato falou sobre seu processo de criação particular e deu exemplos comentando divertidos casos de parcerias com Gilberto Gil e Caetano Veloso.
A gravação do depoimento aconteceu em meio a uma série de comemorações pelos 60 anos de carreira de Donato. O Museu da Imagem e do Som disponibiliza a gravação para pesquisas apenas 48 horas depois de sua gravação. Maiores informações pelo telefone (21) 2332.9068.